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title: "O fim da Isenção do IRPF para Doenças Graves para contribuintes de Alta Renda: O que isso significa para você?"
date: 2024-11-27T13:39:30Z
modified: 2024-12-18T19:16:57Z
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excerpt: Proposta limita isenção de IRPF para doenças graves a rendas de até R$ 20 mil; medida visa ampliar justiça tributária, mas gera críticas.
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featured_image_alt: Fim da Isenção de IR para Doenças Graves para clientes de alta renda
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O **governo federal** anunciou uma proposta que **altera as regras de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) para contribuintes com doenças graves**. Atualmente, pessoas diagnosticadas com enfermidades como câncer, HIV, cegueira, cardiopatias graves entre outras listadas na legislação, têm direito à **isenção total** do IR sobre seus rendimentos.

A **nova medida**, no entanto, **restringe esse benefício a contribuintes com renda mensal de até R$ 20.000**. Assim, como informou o secretário-executivo de Haddad, Dário Durigan, quem ganha mais do R$ 20.000 mensais vai deixar de ser isento. Isto é, para aqueles que recebem acima desse valor, **a isenção será eliminada**, mantendo-se apenas a possibilidade de deduzir despesas médicas.

Como hoje (29/11/2024) **ainda não foi protocolado o projeto de lei**, não está claro se a nova medida **restringirá a isenção aos contribuintes com renda mensal de até R$ 20.000** – como noticiado pela equipe do Ministério – ou se utilizará o valor como **teto da isenção**. No segundo cenário, para aqueles que recebem **acima desse valor a isenção será eliminada**, mantendo-se apenas a possibilidade de deduzir despesas médicas. Porém “**qualquer uma destas medidas encontra óbice no princípio constitucional da isonomia**” informa o Advogado Fabrício Klein.

A proposta faz parte de um pacote maior de ajustes fiscais e foi apresentada como uma forma de **financiar a ampliação da faixa de isenção do IRPF para brasileiros que ganham até R$ 5.000 por mês**. De acordo com o Ministro da Fazenda, **[Fernando Haddad](https://pt.wikipedia.org/wiki/Fernando_Haddad)**, a medida busca redistribuir recursos para **ampliar a justiça tributária**. Estima-se que o impacto financeiro da restrição à isenção **será usado para compensar a arrecadação perdida** com a isenção ampliada para rendas mais baixas.

## Como funcionará a nova regra?

- **Limite de renda:** Apenas pessoas diagnosticadas com doenças graves e que recebem **até R$ 20.000 por mês** poderão continuar isentas do IRPF. Esse teto abrange aposentadorias, pensões e outros rendimentos mensais.
- **Deduções médicas mantidas:** Todos os contribuintes, independentemente da faixa de renda, **continuarão podendo deduzir despesas médicas** comprovadas, como tratamentos e medicamentos.
- **Quem perderá o benefício:** Aqueles com doenças graves e rendimentos acima de R$ 20.000 por mês **não terão mais direito à isenção total do imposto**. Esses contribuintes, porém, ainda poderão declarar e abater despesas médicas do valor devido.

## Críticas à proposta

A medida **tem gerado controvérsias em diferentes setores**. Uma vez que limitar a isenção por doença grave com base na renda **ignora os custos indiretos e elevados que muitas dessas enfermidades acarretam**, como internações, medicamentos de alto custo e perda de produtividade. Embora a dedução de despesas médicas seja mantida, os gastos relacionados a tratamentos longos e complexos muitas vezes **extrapolam** o que é passível de dedução.

Outro ponto de preocupação é a **possível judicialização do tema**. Klein aponta que a restrição **pode ser questionada com base no direito à saúde**, garantido pela Constituição Federal, além do princípio da **dignidade da pessoa humana**. “_Esses princípios reconhecem que **o Estado deve proteger indivíduos em situações de maior vulnerabilidade**, especialmente em casos de doenças graves_“, acrescenta.

## Impactos para grupos específicos

**Servidores públicos inativos e pensionistas**, que frequentemente dependem da isenção do IRPF por doença grave para equilibrar despesas médicas e custos de vida, podem ser **fortemente afetados** pela mudança. Muitos desses beneficiários têm rendas **pouco acima** do novo limite proposto e enfrentam custos elevados com tratamentos de saúde, especialmente em casos de doenças crônicas.

## Justificativas do governo

O governo argumenta que a proposta **busca aumentar a progressividade** do sistema tributário, garantindo que aqueles com **rendas mais altas contribuam proporcionalmente mais** para o financiamento de políticas públicas. A ampliação da isenção para pessoas que ganham até R$ 5.000 é apresentada como um contrapeso social que beneficiará milhões de trabalhadores e aposentados de menor renda.

Apesar disso, críticos apontam que a restrição à isenção por doença grave pode criar um “**_teto de vulnerabilidade financeira_**”, desconsiderando que altos rendimentos não eliminam a fragilidade gerada por condições de saúde graves.

## O que esperar?

A proposta ainda precisa ser aprovada pelo **[Congresso Nacional](https://www.congressonacional.leg.br)**, onde será debatida e possivelmente ajustada. Entretanto, seu anúncio já **gerou forte repercussão na sociedade**, especialmente entre grupos de apoio a pessoas com doenças graves, sindicatos e profissionais do setor jurídico.

Se aprovada, a medida entrará em vigor no próximo ano e exigirá maior atenção dos contribuintes ao declarar o IR. Para aqueles afetados, será essencial contar com suporte jurídico e contábil para maximizar os benefícios disponíveis, como as deduções médicas.

## Orientação aos contribuintes

Diante dessa possível mudança, é importante que contribuintes diagnosticados com doenças graves revisem suas declarações de imposto de renda e **se informem sobre seus direitos**. Escritórios especializados, como o **_Fabrício Klein Advocacia_**, oferecem suporte técnico para **lidar com situações complexas envolvendo a legislação tributária** e podem ajudar a identificar formas legais de reduzir os impactos dessa mudança.

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